A Erika com K e sem acento viveu, quase morreu, renasceu e seguiu em frente. Ela errou o caminho algumas vezes e vai continuar errando até o fim, mas essa vida nunca foi feita de caminhos certos.
Apenas Memórias ficou para trás e hoje se tornou a capitã do próprio barco. Virou Hey Sailor e hoje coleciona histórias em novos lugares (e erros gramaticais rs).
Hey Sailor! e suas histórias.
Adeus para um velha amiga. Um dia nos encontraremos em outros mares, em outros mundos.
sábado, 11 de julho de 2020
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Releia isto também um punhado de vezes, dona erika.
"A consciência tem de se haver simultaneamente com duas realidades, ela percebe e intervém no mundo objetivo e também na direção do mundo subjetivo. Contudo, tu afirmas que apenas a objetividade mereça o status de realidade enquanto tratas a subjetividade com pudor, suspeitando que talvez essa percepção não passe de fantasia. Assim é que metade de tuas experiências acaba sendo desvalorizada e tu nem sabes o que fazer com ela. A simultaneidade da consciência não te torna uma entidade ambígua, como poderia pensar-se, mas alguém com capacidade de ter perspectivas mais amplas do Universo e, por isso, capaz de fazer escolhas. Tua liberdade está vinculada a essa simultaneidade da consciência e, enquanto não a aceitares e amares com toda tua força, não podes sequer te considerar uma pessoa livre."
Carta para uma amiga
Brasília, 16 de fevereiro de 2016.
Thalyta,
Eu tenho tanto medo do futuro, muito medo. O que foram minhas maiores certezas, hoje viraram um mar de interrogações sem destino. Toda noite antes de dormir relembro o dia e os dias passados e parecem um punhado de ações sem sentido. Me pergunto o que será de mim daqui um mês e das pessoas a minha volta. Uma amiga nossa vai viajar, sabia? Novamente vejo minhas pessoas favoritas indo embora e a solidão tomando espaço aqui dentro. Você já se pegou sentindo sem futuro e inútil? Quantos mil planos fiz e ainda não consigo realizá-los. Você já se pegou com medo? O medo de sentir me faz querer fugir de todos, até mesmo de você. Eu queria poder pedir sua mão, mas o velho clichê se apresenta: só eu posso me salvar e me levar para onde quero. Quantas vezes fugimos da realidade para encontrar alguma coisa para se agarrar, mas no fim da noite dormimos com a única certeza que nada mudou. Eu assisti o documentário da Amy Winehouse e é impressionante como ela se agarrou tanto as paixões que se afundou e se machucou tanto. É disso que tenho medo, de agarrar tudo que eu quero, de não me permitir. Eu tenho medo de mim? É tão fácil me sabotar quando tantas vezes te falaram que não enxergam nada em você. Por que eu ainda ligo para as opiniões alheias? É tão fácil ser você sempre. Você parece forte e sorridente, como se pudesse conquistar o mundo.
De sua leal amiga,
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Hoje meu horóscopo falou:
"Um dia algo parece desejável e sua alma arde de vontade de obtê-lo, porém, a seguir, quando é conquistado, não está à altura do ardor experimentado. Há desejos, mesmo, que são melhores na fantasia do que na prática."
E um texto complementar:
"Um dia tiveste certeza de que seria impossível conquistar aquilo que hoje é parte habitual de tua existência. Assim mesmo te acontece agora com o que te infunde tanto medo que te dá a sensação de ser impossível superar essa condição. Dizer-te que apenas uma ínfima porcentagem do medo que sentes é estritamente necessária e que todo o resto se alimenta de tuas construções mentais, apesar de essas afirmações serem pura verdade, de pouco adianta as ouvires, pois, o medo que sentes é a realidade concreta que resulta de teus pensamentos. Agora sim! Entende, então, que tens poder de materializar o que pensas, o medo te prova isso a todo momento em que o sentes. Um dia, quando criança, brincaste de sentir medo porque decidiste fazê-lo. Quando foi, então, que essa brincadeira se voltou contra ti?"
Releia isso algumas vezes, dona erika.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
2015
Em 2015 parece que a vida andou pra frente. Senti que tudo que aconteceu serviu para moldar um futuro próximo: uma nova faculdade, um novo emprego, novos amigos e novos locais que foram conhecidos.
Foi bacana acompanhar todos os dias a retrospectiva do Facebook para lembrar como foram os anos passados e reforçar a ideia que 2015 foi um bom ano. Às vezes foi difícil de lidar com memórias de pessoas e momentos que hoje não convivem mais comigo. Em 2015 compartilhei momentos para poder relembrar em 2016 e pensar em como foi um bom ano. Quem diria que em 2015 eu iria começar uma nova faculdade (agora rumo ao terceiro semestre com louvor!)? Quem diria que em 2015 eu finalmente iria a um dos maiores festivais de música do mundo e ainda por cima assistir minha banda favorita? Quem diria que em 2015 eu passaria meu aniversário viajando com amigos tão especiais? E quem diria que em 2015 eu conseguiria uma oportunidade de trabalho tão legal?
Em 2015 também foi para sair da zona de conforto. Frequentar novos lugares, conhecer novas pessoas e estar abertas a novos diálogos que até antes eu não fazia ideia que aconteciam. Também foi um ano importante que comecei a conviver com pessoas mais novas do que eu e que me proporcionaram boas reflexões: nunca estamos velhos demais para aprender algo novo, paciência com aqueles que ainda não passaram por experiências que já vivi e compartilhar experiências “da sua época” é bacana, mas ficar presa “na sua época” atrapalha o presente.
Ainda não sei muito o que esperar da Erika de 2016, mas aconselho a ela trabalhar, estudar e batalhar bastante para as oportunidades aparecerem. Será um ano corrido e produtivo, se ela conseguir colocar as prioridades no lugar e manter o equilíbrio. E não se decepcione com as pessoas ou caso alguma porta feche. Tudo isso serviu para crescer e vir algo melhor no lugar.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Eu não quero saber mais dele. Não me fale sobre ele, não fale sobre ele perto de mim e nada que envolva ele. Não me fale e nem me mostre que ele também está no mesmo local. Me vire as costas se ele cruzar meu caminho. Não cite o nome dele, em nenhuma circunstância. Não me relembre suas memórias com ele. Se o acaso me fizer ver ele, aceite meus minutos de raiva em silêncio. Aceite minha cara fechada. Depois de alguns minutos eu vou melhorar, mas aceite em silêncio. Aceite do mesmo modo que é difícil para eu aceitar. Se durante todo tempo eu me calei, deixa eu calada pelo tempo que for necessário. Um dia eu sei que isso vai passar, mas por enquanto não passou. Já coleciono os primeiros anos, talvez demore 8 anos, como da última vez, mas passou, não foi? Vai passar um dia.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
"All the damage that you've done
I want to see you pay"
Lacuna Coil - I Forgive (But I Won't Forget Your Name)
Vejo uma foto de anos atrás
e vejo a mesma menina de hoje
de cabelos longos, sorriso no rosto.
A mesma menina que deitou no seu colo
e desabafou casos sobre a vida.
Os mesmos casos que se mantem até hoje,
os mesmos sonhos,
a mesma ingenuidade.
Parece que o mundo parou de rodar naquela hora,
pois tudo continua o mesmo:
os cabelos longos e o sorriso no rosto.
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